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Daqui Pro Mundo: Alunos da rede estadual de Alagoas narram a experiência transformadora de estudar em Oxford, na Inglaterra
O programa Daqui Pro Mundo, uma iniciativa do Governo do Estado de Alagoas, tem aberto portas para que estudantes da rede estadual vivenciem experiências acadêmicas internacionais. A edição de 2025 levou jovens talentosos para a renomada cidade de Oxford, na Inglaterra, conhecida como a “Cidade dos Pináculos Sonhadores”.
A experiência em Oxford vai muito além do aprendizado da língua inglesa, proporcionando um mergulho profundo em novas culturas e moldando perspectivas de futuro. Os relatos dos participantes evidenciam o impacto profundo que o programa tem na vida desses estudantes, incentivando outros a buscarem essa oportunidade única.
Conforme divulgado pelo Governo de Alagoas, o intercâmbio é uma recompensa ao esforço e à dedicação aos estudos, demonstrando como a meritocracia, aliada a políticas públicas eficazes, pode transformar sonhos em realidade e abrir horizontes globais para os alunos alagoanos.
De Igaci para o Mundo: Autonomia e Novos Horizontes em Oxford
Elysa Novais, de 16 anos, estudante da Escola Estadual de Coité das Pinhas, em Igaci, compartilhou como a experiência em Oxford expandiu sua visão de mundo. Antes do programa, a distância entre seu município e os centros globais parecia um obstáculo intransponível. “Depois de um mês morando e estudando em Oxford, passei a enxergar o mundo com outros olhos. Entendi que eu também posso ocupar espaços grandes e correr atrás dos meus sonhos”, afirma Elyssa.
Para Elysa, o desenvolvimento da autonomia foi um dos maiores aprendizados. Adaptar-se a uma cidade onde a bicicleta é o principal meio de transporte e a pontualidade britânica é rigorosa exigiu amadurecimento rápido. “O ‘viver por conta própria’, sem meus pais e amigos por perto, me fez sair da minha zona de conforto e andar com minhas próprias pernas”, relata a intercambista.
Choque Cultural e Redefinição de Carreiras em Oxford
Kathelyn Sâmmya, 17 anos, aluna da Escola Estadual Francisco Leão, em Rio Largo, descreveu a sensação ao embarcar para a Inglaterra. “O choque de realidade bateu quando eu entrei no avião e pensei: ‘É real, eu tô indo pra Inglaterra’. Foi um misto de animação, apreensão, e acima de tudo, gratidão”, recorda Kathelyn.
Em Oxford, Kathelyn não apenas aprofundou seus conhecimentos acadêmicos, mas também vivenciou uma cultura de profundo respeito às normas e gentileza urbana. A cidade, que inspirou Lewis Carroll e serviu de cenário para filmes de Harry Potter, influenciou seus planos de carreira. “Antes, eu planejava minha vida inteira no Brasil. Depois de toda a experiência em Oxford, conhecendo a cultura e o modo de vida, passei a desejar morar fora e talvez até me formar em outro país. Essa experiência abriu meus olhos e me fez perceber as oportunidades maravilhosas que o mundo lá fora pode oferecer”, destaca a estudante.
Kathelyn incentiva outros estudantes a não hesitar em se inscrever no programa. “Mesmo com medo, vale a pena tentar. Quando você acredita em si e se esforça, o sonho deixa de parecer impossível. Aprendi que confiar em si mesmo faz toda a diferença”, conclui.
Imersão Cultural e Literária em Oxford
A imersão dos estudantes ocorreu na The Oxford English Centre (OEC), uma escola renomada no ensino da língua inglesa, com turmas reduzidas e atendimento personalizado. Além das aulas, a OEC promoveu atividades sociais que facilitaram o intercâmbio cultural com jovens de diversas nacionalidades.
Arthur Sávio, 17 anos, aluno da Escola Estadual Pedro Joaquim de Jesus, em São Miguel dos Campos, encontrou em Oxford o cenário ideal para sua paixão pela literatura. “Apreciar a literatura em um polo literário global, cercado por bibliotecas históricas, foi uma experiência única para aprimorar minha escrita e meus conhecimentos”, afirma Arthur.
O intercâmbio proporcionou a Arthur um caldeirão cultural, com colegas da China, Itália, França e Alemanha. As aulas dinâmicas e interativas, com o uso de jogos como Wordle e Kahoot, facilitaram o aprendizado. “Os professores eram muito carismáticos e as aulas nunca eram paradas. Sempre tinha uma dinâmica diferente”, relembra o estudante.
A autonomia era um ponto forte da experiência. Com um crachá que garantia acesso gratuito aos ônibus locais, os estudantes exploravam a cidade após as aulas, com monitoramento por GPS. Arthur recomenda o uso de aplicativos de transporte para acompanhar os horários. “A dica que dou é baixar o aplicativo de ônibus local para não perder os horários”, recomenda.
Arthur também destaca a importância das relações humanas e da resolução de problemas durante o intercâmbio. “O que torna tudo especial foram as pessoas. Conversem com todo mundo, principalmente com os estrangeiros, para conhecer a cultura deles cara a cara. E se algo não estiver legal, como aconteceu com uma professora específica que não gostamos muitos, não tenham medo de falar. O mentor ou a equipe da escola vão fazer de tudo para ajudar. Não guardem o problema para vocês, busquem a mudança para aproveitar cada segundo”, conclui.