26 C
Maceió
quarta-feira, junho 3, 2026

Revistas científicas de Alagoas avançam no Qualis-Capes, Diversitas Journal e Crítica Histórica sob apoio do Governo alcançam nível A2 e atraem mais autores

Mais Lidas

Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias.

Com investimento público e projetos de gestão editorial, o resultado no Qualis-Capes amplia a visibilidade científica de Alagoas e fortalece a pós-graduação local

Sete dos onze periódicos apoiados pelo Estado subiram de estrato na última avaliação quadrienal da Capes, refletindo um movimento de profissionalização e maior inserção em bases qualificadas.

Os destaques foram a Diversitas Journal, que avançou do Qualis B3 para A2, e a Crítica Histórica, que passou de A3 para A2, alcançando o nível de publicação de qualidade internacional.

Esses dados foram divulgados oficialmente pela Imprensa do Governo de Alagoas, conforme informação divulgada pela Imprensa – Governo de Alagoas

Resultados e o significado do novo índice

A avaliação quadrienal da Capes (2021-2024) reorganiza o sistema Qualis, que classifica periódicos nos estratos A1 a A4, B1 a B4, e C, e destaca, entre esses, os estratos internacionais A1 e A2.

Segundo a apuração, Qualis-Capes passou a valorizar aspectos como gestão editorial, regularidade, boas práticas científicas e presença em bases qualificadas, critérios que explicam parte da ascensão dos periódicos alagoanos.

O crescimento no estrato significa, em termos práticos, maior atração de autores de outras instituições e países, redução do peso da endogenia editorial e ampliação da reputação acadêmica das revistas.

Movimentação das revistas, com números e citações

Dos onze periódicos fomentados pelo Estado via Fapeal e Secti, sete subiram no Qualis. A Diversitas Journal, revista multidisciplinar da Universidade Estadual de Alagoas, subiu cinco posições, saindo de B3 para A2.

O editor-chefe, professor José Crisólogo, saudou a conquista, em declaração oficial, dizendo, “A Diversitas Journal completou 10 anos com esse grande feito. Deixo um agradecimento especial a todos os professores, avaliadores e autores que acreditaram no potencial da revista. Esse reconhecimento exige mais profissionalismo e empenho para continuar publicando ciência de qualidade. Agradecimentos também à Fapeal, Secti e Uneal, pelo apoio fundamental nesse desenvolvimento”, comemorou.

A Crítica Histórica, vinculada ao PPG em História da Universidade Federal de Alagoas, avançou de A3 para A2, tornando-se o periódico mais consolidado do estado no novo Qualis.

Outras mudanças relevantes incluem a Revista Lampião, que passou de C para B1, e a Ciência da Informação em Revista, que subiu de B1 para A3. A Revista Contexto Geográfico evoluiu de A4 para A3, enquanto Ciência Agrícola e Economia Política do Desenvolvimento subiram de B4 para B3.

As Revistas Leitura, Mundaú e Debates em Educação permanecem no estrato A3, e a Latitude Revista está no B2, segundo a apuração divulgada pelo governo estadual.

Políticas de fomento e profissionalização editorial

O apoio financeiro e técnico veio por meio do Programa Mais Ciência, Mais Futuro, de editais como o “Edital de Periódicos”, do “Prêmio de Excelência Acadêmica” e do projeto de capacitação editorial chamado “Periódicos Alagoas em Foco”.

O diretor executivo de CT&I da Fapeal, professor João Vicente Lima, avaliou o impacto da política pública, afirmando, “Nossos periódicos ganham visibilidade nacional e internacional. Muda completamente a posição deles no cenário brasileiro e mundial. Publicar apenas artigos de pesquisadores com vínculos locais (endogenia) é um dos critérios que a Capes avalia negativamente, em todo o Brasil”, diz ele.

Para fortalecer a gestão editorial, a Fapeal convidou o professor Ronaldo Araújo, doutor em Ciências da Informação, para desenvolver ações voltadas à profissionalização das revistas, consolidando processos e apoiando os editores.

Ronaldo Araújo comentou sobre a nova configuração do Qualis e o papel do investimento, observando, “Nesse cenário, a elevação do estrato Qualis das revistas de Alagoas é um resultado expressivo e revela um processo consistente de amadurecimento editorial no estado”, observa.

Ele também ressaltou os desafios e a importância do financiamento, destacando, “Esse avanço não ocorre sem investimento. Manter uma revista científica de qualidade no Brasil envolve desafios significativos, como a profissionalização da gestão editorial, a qualificação dos processos de avaliação por pares, os custos de editoração e a capacitação contínua das equipes. Por isso, o apoio das agências de fomento é decisivo. A atuação da Fapeal tem sido estratégica ao investir na qualificação das revistas científicas, fortalecendo a comunicação científica em Alagoas”, explicou o pesquisador.

Impacto para a ciência em Alagoas

O resultado no Qualis-Capes tende a ampliar a autoestima institucional e a atratividade das revistas alagoanas para pesquisadores de outras regiões e do exterior, gerando mais submissões e maior competitividade editorial.

Em nota, a Fapeal parabenizou editores e equipes, e ressaltou que a evolução é fruto do compromisso acadêmico e do uso responsável de investimentos públicos em Ciência, Tecnologia e Inovação, com destaque para a tradução de artigos e demais despesas de editoração também contempladas nos apoios.

Com a maioria das revistas em trajetória de crescimento ou já no estrato A, a expectativa é que Alagoas consolide sua presença no mapa nacional e internacional da pesquisa, fortalecendo programas de pós-graduação e a formação de novos pesquisadores.

- Advertisement -

Mais Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas Notícias