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No litoral de Alagoas, o consumo de alimentos mal conservados aumenta risco de infecções, nutricionista do Hospital Dr. Ib Gatto explica causas, alimentos perigosos e cuidados práticos
A chegada do verão e o aumento da frequência às praias elevam a exposição a alimentos preparados e vendidos em condições inadequadas, e isso aumenta o risco de contaminação por microrganismos.
No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a equipe de saúde tem registrado aumento na procura por atendimentos de pacientes com sintomas gastrointestinais típicos deste período, como diarreia, vômitos, dor abdominal, náuseas e mal-estar.
Para orientar a população sobre o consumo de alimentos mal conservados, o nutricionista David Braga detalhou causas, alimentos mais perigosos e medidas práticas de prevenção, conforme informação divulgada pela Imprensa do Governo de Alagoas.
Por que o calor aumenta o risco
No calor, as bactérias se multiplicam com mais rapidez e os alimentos ficam mais vulneráveis à contaminação, sobretudo quando não há refrigeração adequada ou manipulação correta. “O calor acelera a multiplicação de bactérias e torna os alimentos mais suscetíveis à contaminação. Frutos do mar, espetinhos, sanduíches, queijos e bebidas com gelo de procedência desconhecida estão entre os principais riscos”, explica o nutricionista David Braga.
Alimentos e microrganismos mais comuns
Entre as infecções mais comuns está a salmonelose, causada pela bactéria Salmonella, geralmente associada ao consumo de alimentos de origem animal mal conservados ou mal cozidos. Outras bactérias, como Escherichia coli e Staphylococcus aureus, também são mais frequentes no verão, e podem provocar quadros graves de desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida.
Como se proteger na praia
Evite consumir produtos expostos ao sol por longos períodos e prefira locais que mostrem boas práticas de higiene e armazenamento. Não consuma frutos do mar crus ou mal cozidos, escolha bebidas com gelo de procedência conhecida, e use somente água potável ou mineral lacrada.
Mantenha a higienização frequente das mãos antes de comer, guarde alimentos em embalagens térmicas quando necessário, e desconfie de alimentos vendidos em locais sem estrutura de refrigeração adequada, para reduzir o risco do consumo de alimentos mal conservados.
Quando procurar atendimento
Procure serviço de saúde ao aparecerem sinais de gravidade, como vômitos persistentes, diarreia intensa, sangue nas fezes, febre alta ou sinais de desidratação. “Muitas vezes o alimento não apresenta cheiro ou aparência alterados, mas já está contaminado. A prevenção começa na escolha consciente do que se consome e do local onde se compra”, alerta David Braga.
O verão deve ser um período de lazer, não de internação, “Pequenas atitudes fazem grande diferença para evitar infecções alimentares”, reforça o nutricionista.