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quinta-feira, junho 4, 2026

Doação de órgãos: família autoriza captação de córneas, rins e fígado no HGE após acidente de trânsito, beneficiando cinco pacientes em Alagoas

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Família autoriza doação de órgãos no Hospital Geral do Estado, doador teve morte encefálica após acidente de trânsito, córneas, rins e fígado seguiram para transplante

Um jovem vítima de acidente de trânsito evoluiu para morte encefálica no Hospital Geral do Estado, em Maceió, e, com a autorização da família, cinco órgãos foram captados para transplante.

As córneas, os rins e o fígado foram disponibilizados para pacientes que estavam na lista única de espera, em um procedimento conduzido pela equipe da Central de Transplantes de Alagoas e pelo HGE.

O caso segue os protocolos médicos e legais previstos, e a ação deve beneficiar cinco pessoas na fila por órgãos, conforme informação divulgada pela Imprensa do Governo de Alagoas.

Como foi confirmada a morte encefálica e como ocorreu a autorização

A decisão pela doação ocorreu após o diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos determinados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que inclui as avaliações clínicas seriadas por médicos especialistas, testes específicos (como o teste de apneia) e exames complementares, quando necessários, para confirmar ausência de atividade cerebral. Somente após o encerramento de todas as etapas e confirmação do diagnóstico é que a equipe da Central de Transplantes de Alagoas é acionada para iniciar o processo de abordagem familiar.

Quais órgãos foram captados e quem serão os beneficiados

Foram captadas as córneas, que permitirão devolver a visão a duas pessoas, os rins, capazes de beneficiar dois pacientes em diálise, e o fígado, destinado a um receptor com doença hepática grave. Todos os órgãos foram encaminhados conforme a ordem da lista única e critérios clínicos de compatibilidade.

Fila de espera em Alagoas e importância da doação de órgãos

Em Alagoas, 649 pessoas estão cadastradas para o transplante, sendo 602 esperando por uma córnea, 31 por um rim e 16 por um fígado. A redução dessa fila depende da identificação de casos, do diagnóstico seguro, da autorização familiar, da viabilidade dos órgãos e da estrutura física e humana para a captação e o transplante.

Reconhecimento ao gesto da família e mensagem das autoridades

Na abordagem institucional, a coordenadora da Central de Transplantes destacou o apoio à família e o significado do gesto. “A família recebe todas as informações sobre o diagnóstico, os protocolos e o que significa a morte encefálica. O nosso papel é oferecer apoio, esclarecer dúvidas e respeitar totalmente a decisão familiar. Neste caso, eles transformaram a dor em esperança para outras pessoas, e isso merece profundo reconhecimento”, afirmou Daniela Ramos.

O diretor-geral do HGE exaltou a ética dos procedimentos e a importância de conversar sobre a doação em casa. “A doação de órgãos salva vidas todos os dias, e tudo começa com uma conversa em casa. Declarar-se doador e informar a sua família é essencial, porque a decisão final é sempre deles. Aqui no HGE nós seguimos protocolos rigorosos, com total ética e respeito, para garantir um processo seguro e humanizado. Agradecemos à família por essa decisão, ao empenho dos profissionais envolvidos e ao simbolismo do corredor formado pelos colegas do doador. Apesar de triste, eu acredito que foi uma homenagem muito bonita e merecida”, afirmou o diretor-geral do HGE, Fernando Melro.

O HGE e a Central de Transplantes reforçam o apelo para que as famílias discutam a doação de órgãos antecipadamente, já que a decisão final, em caso de morte encefálica, cabe aos parentes. O gesto desta família transformou uma perda em oportunidade de vida para outras pessoas.

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