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Entre bandeiras verde-amarelas e olhares curiosos, o navio-veleiro Cisne Branco ancorou em Maceió e se tornou atração central da Semana da Pátria. Mais de 7 mil visitantes passaram pelo navio em poucas horas, unindo cultura naval, solidariedade e patriotismo.
Visitação pública e solidariedade no Porto de Maceió

No dia 7 de setembro, logo após o Desfile Cívico-Militar, o Cisne Branco abriu suas portas gratuitamente no Porto de Maceió. Em apenas sete horas, quase 7 mil pessoas conheceram os conveses, mastros e detalhes históricos que fazem do navio um ícone da Marinha do Brasil.
Sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Eduardo Rabha Tozzini, a embarcação chegou com 54 militares a bordo e cumpriu sua missão de aproximar a sociedade da vida naval. Além do aspecto cultural, a visitação teve caráter solidário: foram arrecadados cerca de 500 quilos de alimentos, destinados a instituições sociais e colônias de pescadores locais.
Educação, cultura e cidadania
Mais do que uma atração turística, a visita ao Cisne Branco representou um momento de aprendizado e reflexão. Crianças, jovens e famílias puderam conhecer de perto uma das embarcações mais emblemáticas do país, despertando o interesse pela mentalidade marítima e pela valorização da herança naval brasileira.
Essa experiência reforça o papel da Marinha como promotora de cidadania e educação cultural, aproximando a população de suas tradições e de sua missão no mar. Como navio de representação diplomática, o Cisne Branco cumpre também uma função simbólica: mostrar que o Brasil é uma nação voltada para o oceano e para a cooperação internacional.
A história e o simbolismo do Cisne Branco

O atual NVe Cisne Branco (U-20) é a terceira embarcação a ostentar esse nome na Armada Brasileira, inspirado no Hino da Marinha. Seu projeto foi baseado nos clippers do século XIX, e a embarcação foi construída no estaleiro Damen Shipyard, em Amsterdã, entre 1998 e 1999, sendo incorporada à Marinha em março de 2000.
Desde então, o navio já representou o Brasil em eventos navais em diversos países, reforçando sua missão de diplomacia naval, difusão cultural e formação marinheira. O Cisne Branco possui ainda um navio-irmão, o Stad Amsterdam, da Holanda, ambos lançados ao mar no ano 2000.
Símbolo de tradição e augúrio, o Cisne Branco segue navegando como embaixador flutuante do Brasil, preservando a memória naval e encantando gerações em cada porto que visita.
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Fonte: Defesa em Foco