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O Hospital da Pessoa Idosa, em construção na Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió, foi confirmado como uma das principais obras do plano de R$ 5 bilhões de investimentos do Governo de Alagoas para a Grande Maceió. O equipamento de saúde receberá um aporte de R$ 15 milhões e deverá ser entregue até o primeiro semestre de 2026.
A unidade será totalmente voltada ao atendimento especializado da população idosa, oferecendo 56 leitos — sendo 46 de internação e 10 de UTI — além de 11 consultórios médicos, salas para tomografia, raio-X, endoscopia e ultrassom, laboratórios de bioquímica e hematologia, e uma moderna piscina de hidroterapia. Todo o espaço será adaptado às necessidades do público com 60 anos ou mais, promovendo acessibilidade e humanização no cuidado à saúde.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o novo hospital busca ampliar a qualidade da rede hospitalar estadual, diante do aumento expressivo da população idosa em Alagoas. Dados do IBGE de 2024 revelam que o estado já conta com 409.225 idosos, o que representa 13,1% da população total. Esse crescimento da faixa etária evidencia a necessidade de políticas públicas de saúde específicas e permanentes.
Para o governador Paulo Dantas, o hospital representa um passo importante no cuidado com quem já dedicou uma vida inteira à sociedade: “Investir na saúde das pessoas idosas é garantir a elas uma vida com mais qualidade, dignidade e respeito. Nosso governo tem a saúde pública como prioridade, e essa obra é um reflexo disso”, afirmou.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas aos 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió, muitos deles afetados direta ou indiretamente pelo desastre ambiental causado pela Braskem. O plano inclui investimentos em infraestrutura, saúde, mobilidade urbana, educação e assistência social, reposicionando a região como um polo de referência em serviços públicos.
O avanço do envelhecimento populacional em Alagoas, somado à queda nas taxas de natalidade, reforça a urgência de estruturas especializadas. Em 1980, 44,8% da população alagoana era composta por crianças de 0 a 14 anos. Em 2022, esse percentual caiu para 22,8%, enquanto o número de idosos cresceu. Atualmente, o estado possui uma proporção de 39,3 idosos para cada 100 crianças; em Maceió, o número sobe para 44,25 idosos para cada 100 crianças.