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O Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, agora conta com uma sala multissensorial voltada ao acolhimento de passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O espaço foi inaugurado nesta segunda-feira (1º) pelo Governo de Alagoas, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, e integra o Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, do Governo Federal.
Localizada na área de embarque internacional, a sala funciona 24 horas por dia e está equipada com recursos sensoriais que proporcionam conforto, segurança e adaptação ao ambiente aeroportuário. A entrega oficial foi comandada pelo ministro Silvio Costa Filho e pela secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Tereza Nelma, que representou o governador Paulo Dantas na solenidade.
“Esse espaço vai acolher crianças, jovens, adultos ou idosos com condições neurodivergentes. Temos almofadas, sons suaves, espelhos, painéis interativos e até uma réplica de cabine de avião para simular a experiência de voo. É uma conquista para a inclusão”, destacou Tereza Nelma.
A sala permite que passageiros autistas controlem elementos do ambiente, como luzes, sons e estímulos visuais, por meio de um tablet, possibilitando uma experiência personalizada. Em caso de crises ou desconforto, o espaço também conta com uma sala de contenção para garantir tranquilidade e apoio especializado.
Segundo o ministro Silvio Costa Filho, esta é a 10ª sala multissensorial entregue no país, e a expectativa é que todos os aeroportos de capitais brasileiras contem com uma estrutura similar até setembro de 2026.
“Hoje, uma em cada 36 crianças nasce com autismo no Brasil. Um aeroporto precisa ser mais do que um ponto de passagem: precisa ser um local de acolhimento. Esta ação é parte do nosso compromisso com um olhar mais humano e acessível”, afirmou o ministro.
Alagoas é o terceiro estado do Nordeste a receber esse tipo de sala, juntando-se a Natal e Recife. E já há planos para ampliar a iniciativa: o novo aeroporto de Maragogi deverá incluir um ambiente semelhante em sua estrutura desde a fase de construção.
Para pessoas dentro do espectro autista, o espaço representa mais do que conforto — simboliza dignidade e inclusão. O jovem Lucas Sampaio, autista, foi um dos primeiros a experimentar a sala e elogiou o ambiente:
“A iluminação, os sons e os espaços sensoriais estão bem planejados. Essa sala ajuda na autorregulação e no bem-estar. É uma iniciativa que mostra que inclusão é possível quando há vontade política e sensibilidade”, afirmou Lucas.
Além da nova sala no aeroporto, o Governo de Alagoas desenvolve outras ações voltadas à inclusão de pessoas com TEA, como o programa de letramento inclusivo, já implementado em 25 municípios, e a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que já soma mais de 7.500 cadastros no estado.